sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Quem ajuda na vida tem mais chance de subir na carreira

Pesquisa mostra que profissionais que se colocam à disposição para ajudar colegas são mais reconhecidos e têm mais oportunidades de crescimento

Um novo estudo feito pelo Insper, de São Paulo, com mais de 100 profissionais mostra que ajudar colegas de trabalho produz efeito positivo na construção de uma rede de contatos. Segundo a pesquisa, o exercício da cidadania organizacional – que o Insper define como a disposição a dar um apoio que excede o escopo do trabalho para beneficiar a companhia ou um funcionário – pode contribuir para que o profissional que prestou o auxílio seja recomendado por colegas em projetos e vagas de trabalho.

De acordo com o estudo, atitudes positivas direcionadas a uma equipe funcionam melhor do que gestos direcionados a apenas uma pessoa. “Funcionários confiam mais em quem olha para coletividade”, diz Sean White, psicólogo e especialista do núcleo de carreiras do Insper, um dos responsáveis pela pesquisa.

Em sua opinião, é importante prestar atenção nas demandas do grupo para reforçar contatos. Relações estabelecidas fora do ambiente de trabalho, como em Happy Hours, encontros em associações, clubes ou igrejas, também conduzem à recomendação. Quem se doa para os outros tende a ter um crescimento mais rápido”, afirma Fernando Schmitt, diretor de unidades regionais da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham). Segundo ele, a consciência de que a aprendizagem do grupo importa mais do que a individual é uma das características dos profissionais de sucesso.

“Meu lema é fazer para ter, pois nada vem de graça”, diz Felipe Siqueira, de 33 anos, controller da subsidiária uruguaia da White Martins, fornecedora de gases industriais. Felipe diz que o segredo de manter bons relacionamentos no trabalho (e fora dele) é o comprometimento com a empresa e com os colegas de trabalho. 

A receita também exige que o profissional não espere retorno imediato por sua benevolência. Para chegar onde chegou, Felipe assumiu alguns desafios e sempre manteve a disposição para contribuir. Em 2011, quando era gerente interino de controles internos da White Martins no Brasil, resolveu ser voluntário em um projeto da empresa na Venezuela, já que nenhum dos executivos convidados aceitou ir. Não haveria aumento de salário nem promoção, e ele teria que embarcar em uma semana. “Decidi ir para contribuir e mostrar que estou disposto a assumir desafios”, afirma. Deu certo. Depois de três meses, ele voltou para o Brasil e assumiu a gerência de uma nova área. Após um ano, foi convidado a gerenciar todas as áreas ligadas a finanças na unidade da empresa no Uruguai.

Mas nem sempre essa ajuda exige sacrifícios. Ela pode estar em pequenos gestos, como orientar alguém a organizar melhor suas pastas de e-mail ou se oferecer para marcar reuniões e almoços. “Quando você se mostra solidário, ganha notoriedade”. É como se estivesse acumulando créditos para outros projetos”, diz José Augusto Minarelli, presidente da Lens & Minarelli, consultoria em recolocação e aconselhamento na carreira, de São Paulo. Quanto mais disposição você tiver em ajudar o outro e em pensar além da sua área, mais as pessoas vão confiar em você e lembrar seu nome na hora de um novo trabalho. No fim, todos ganham.

Como contribuir:
Quatro atitudes que reforçam a chamada cidadania organizacional.
1 – Esteja disponível – Para se destacar é necessário ter disposição para ajudar os demais. A capacidade técnica importa, mas o profissional que vai além da sua função pelo bem-estar do grupo cresce muito mais do que aquele igualmente capacitado que apenas age dentro de sua área.

2 – Faça aquilo que ninguém que fazer – Sabe aqueles trabalhos mais operacionais que ninguém que fazer, como marcar reuniões ou almoços e reservar salas para eventos? Solidarizar-se para ajudar nessas atividades mais técnicas. Outra sugestão interessante é auxiliar as pessoas a realizar essas tarefas de maneira mais rápida, se você tem facilidade para isso. 

3 – Compartilhe conhecimento – Se você tem domínio sobre algum processo, como redigir propostas e navegar nas redes sociais, ou tem facilidade em um segundo idioma, e percebe que um colega está com dificuldade para, tente ajudá-lo. Não se trata de fazer por ele, e sim orientá-lo.

4 – Saiba receber – Seja atencioso com quem chega à empresa ou muda de área. Mostrar como são os projetos e apresentar as pessoas são atitudes simples, mas que mostram solidariedade.


Fonte: Você SA

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

4 obstáculos ao falar em público (e como se livrar deles)

Pesquisa feita com mais de dezesseis mil pessoas identificou pedras no sapato de quem precisa enfrentar uma plateia


As mãos começam a suar e tremer, a voz falha e o conteúdo desaparece da mente. Estar diante de uma platéia e ter que fazer uma apresentação pode ser bastante intimidador e só a ideia de passar por isso deixa muitos profissionais de cabelo em pé.

É uma habilidade pouco desenvolvida, mas o que torna o falar em público um bicho de sete cabeças? Uma pesquisa realizada pelo Nube com 16,4 mil pessoas, em sua maioria jovens, investigou os principais obstáculos.

Confira quais são e as dicas para se livrar ou aprender a lidar com eles:  

1 – Nervosismo
Para 34% dos participantes da pesquisa, o nervosismo é o principal vilão de uma apresentação em público. O ser humano busca aceitação e quando se aumenta a quantidade de pessoas, a chance de agradas a todos diminui. Pelo fato de muitos entrevistados ainda estarem dando seus primeiros profissionais, a falta de vivência em situações deste tipo para o nervosismo. É natural ter medo do desconhecido.
DICA: Ao falar em público não se esqueça de que você está defendendo uma ideia, não você mesmo. Se o conteúdo não agradar não identifique com seu lado pessoal. Uma ideia que não seja aceita não significa que a negativa é para o profissional. Outro conselho é evitar o uso de laser caso você seja do tipo que treme a mão ao falar em público.

2 – Timidez
A timidez foi a característica citada como grande obstáculo para 33% dos participantes da pesquisa. Muitas pessoas associam, erradamente, a timidez à inabilidade de falar em público. A pessoa pode ser reservada, mas se articula bem as idéias vai falar bem em público, são duas coisas diferentes. Extrovertidos são mais articulados por uma questão de treino. Essas são as pessoas que naturalmente falam mais porque se expõem mais e acabam desenvolvendo mais habilidades.
DICA: Não vincule a timidez com a incapacidade de comunicação em público. Treine a comunicação. Aproveite as oportunidades, busque situações em que você possa expor com mais controle. Cursos de oratória e teatro são boas alternativas para os mais tímidos.

3 – Ansiedade
O medo do que está por vir. Para 27%, a ansiedade atrapalha tudo na hora de iniciar uma apresentação. Isto está relacionado à falta de experiência porque muitos entrevistados tiveram poucas oportunidades de apresentações na vida profissional ou acadêmica.
DICA: Antes de começar a apresentação, aposte na tática do “quebrar o gelo”. Conte uma história, converse com as pessoas antes do início, assim é possível ganhar o que a gente chama de rosto amigo, que são as pessoas que o profissional vai buscar olhar durante a apresentação.

4 – Falta de concentração
O estado emocional influencia e muito a atenção. Para 6% dos entrevistados, a falta de concentração é o que mais prejudica a capacidade de falar em público. O nervosismo e ansiedade são emoções que estão intimamente ligadas à perda de concentração de quem se vê adiante uma plateia.  O despreparo também contribui para o agravamento deste quadro de pouca atenção. As vezes a pessoa é pega desprevenida e não estudou o assunto.
DICA: Prepare-se, estude bem o tema da sua apresentação. Cuide do seu estado físico e lembre-se que comer e dormir bem também são essenciais, do contrário a pessoa pensa mais devagar e acaba esquecendo o assunto. E tão importante quanto cuidar do assunto, é cuidar de quem vai apresentar.


Fonte: Exame.com / Você S.A

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Como organizar reunião com clientes

Muitos empreendedores têm dificuldade de encontrar um local adequado para se reunir com clientes, fornecedores e funcionários sem gastar muito. Saiba como resolver a questão:


Por onde começar?
O primeiro passo é saber quanto o espaço será utilizado. Para quem faz uma ou duas reuniões ao mês, compensa alugar uma sala — em sites como Regus e 2Work há ofertas de locação de 50 a 350 reais por hora. Compensa ter uma sala própria quando há necessidade de se reunir todos os dias ou semanalmente com clientes, fornecedores ou funcionários.

Onde a sala deve ficar?
O ideal é que o local fique afastado do ambiente de trabalho para evitar que as reuniões atrapalhem os afazeres de quem não está participando. Instalar espuma anti-ruído nas paredes ajuda a diminuir a poluição sonora.

Como equipar o ambiente?
Uma lista essencial inclui telefones com viva-voz, roteadores para internet sem fio e projetores de imagem com entrada para cabos de notebooks. E se não houver um espaço livre na empresa? Uma alternativa é montar o escritório de forma a servir também para reuniões. Há no mercado escrivaninhas modulares que podem ser unidas para montar uma mesa de reunião maior. Móveis com rodinhas ajudam a liberar espaço mais rapidamente.



Fonte: Exame.com agosto/2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

4 dicas para montar o currículo em transição de carreira

Mudar de carreira, esse pensamento certamente já pintou ou vai pintar em algum momento da trajetória profissional de muita gente. E junto com ele, uma série de dúvidas também. Uma das principais questões é como adequar o currículo aos novos rumos profissionais e torná-lo atraente para o recrutador mesmo sem ter grandes experiências na área pretendida.

Confira o que merece destaque no currículo de um profissional que decide mudar de carreira.

1 – Experiência associada à nova área
A experiência prévia geralmente é o calcanhar de Aquiles do profissional em transição de carreira. É aconselhado geralmente que a transição se inicie dentro da empresa que o profissional já trabalha. Isso porque montar um currículo sem absolutamente nenhuma vivência na área pretendida vai diminuir e muito as suas chances de conseguir uma oportunidade.

Um caminho possível é tentar buscar na sua bagagem profissional aspectos que mostrem que você consegue agregar valor atuando nesta área. É verificar onde se adéquam as experiências que você tem nessa nova área de atuação. Destaque atividades e projetos executados que estejam ligados, de alguma forma, com seu novo objetivo profissional. Esse pode colocar ações, cases em que participou fazendo associações com a área para qual ela quer migrar, colocar que está apto para implementar na nova área de atuação.  Alcançou resultados? Na medida do possível quantifique. Assim é possível mostrar o impacto das ações que implementou. 

2 – Cursos relevantes para a área
Se para adquirir experiência você depende de uma oportunidade na nova área, para fazer cursos só é preciso seu interesse. Se a pessoa quer mudar precisa fazer uma preparação, pode não ter a prática, mas deve buscar cursos dentro daquela área a qual deseja migrar. Aposte em informações complementares com foco na sua nova carreira e coloque currículo. Deve-se destacar tudo que buscou para demonstrar o desenvolvimento de competências ligadas à nova carreira.

3 – Contato com o meio
A participação em fóruns, eventos, encontros e workshops na área de atuação pretendida deve sim, entrar no currículo. O recrutador vai perceber que é um profissional atualizado, uma pessoa que consegue adaptar-se, que possui a mente aberta e já é envolvido na área.

4 – Objetividade continua valendo
O ponto chave de um currículo é a objetividade. Um currículo compacto é uma das coisas mais importantes assim como um resumo profissional bem elaborado. Geralmente a definição sobre o candidato é feita em dois ou três minutos. Todo cuidado é pouco para não deixar o documento muito longo sem chamar a atenção para determinada oportunidade. 


Fonte: Exame.com/Voce S.A

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Truques da negociação

Quando o caldo entorna...
Em negociação não existem receitas prontas. Cada situação é diferente e exige uma abordagem adaptativa. Contudo, alguns princípios básicos ajudam a contornar os casos mais difíceis:  
1. Não reaja prontamente;
2. Sempre busque opções - não uma, mas pelo menos três;
3. Examine os prós e contras de cada opção, depois aja. Observe cuidadosamente as reações de seus oponentes, e realize os necessários ajustes;
4. Confie em sua intuição e verifique as vibrações vindas do outro lado;
5. Administre a ambiguidade.


Amenize conflitos -- e negocie melhor
Conheça algumas técnicas que podem ser utilizadas ao longo das negociações para demonstrar à outra pessoa que você se importa com ela:

1. Sorria - Quando você sorri para as pessoas, transmite uma mensagem de que se importa com elas. Sorrir ajuda a apagar sentimentos negativos dirigidos a outros. O sorriso é usado desde a pré-história para comunicar a estranhos que nossa intenção é boa. Um sorriso é uma de suas melhores ferramentas para transmitir um sinal imediato de que sua proposta não visa prejudicar. (Observe que sorrir por muito tempo demonstra falsidade).

2. Adote uma postura aberta - Quando você coloca seus braços por trás das costas (em vez de cruzá-los na sua frente), aparenta estar mais relaxado e receptivo a outros. Outra postura aberta é a dos braços estendidos dos lados do corpo, as palmas das mãos abertas e voltadas para dentro, indicando receptividade. Cruzar os braços ou mantê-los firmemente grudados ao corpo faz você parecer fechado e insensível. E virar de costas é a postura mais fechada de todas.

3. Aproxime-se - Quando você se inclina em direção aos outros em vez de se afastar, comunica seu interesse e sua disposição para ouvir. A proximidade transmite uma mensagem de ligação e receptividade. Dessa forma, quando você se senta na cadeira ao lado da pessoa com quem está conversando, inclinar-se um pouco em direção a ela demonstra que se importa com o que ela diz. Afastar-se da pessoa, virar as costas ou voltar-se para o seu lado demonstra que você está apenas parcialmente interessado na conversa.

4. Mantenha um contato físico - Um aperto de mão, um abraço (quando for conveniente) ou um “tapinha nas costas” demonstram que você se importa com uma pessoa. O toque adequado no local de trabalho é o aperto de mão, que comunica interesse e receptividade de uma forma aceitável. Esse tipo e toque eventual transmite sinais que podem reduzir o conflito ou melhorar as negociações quando as palavras parecem não funcionar.

5. Mantenha um contato visual - Quando você mantém um contato visual com os outros, está dizendo que é digno de confiança, receptivo e que os outros podem acreditar em você. Quando desvia o olhar dos outros, as pessoas acham que não são importantes para você. Recusar-se a manter o contato visual também pode demonstrar que uma pessoa não está falando a verdade ou tem algo a esconder. Quando uma pessoa faz uma pergunta e você recusa-se a olhar para ela, está sugerindo que tem algo a esconder. Sempre mantenha contato visual ao negociar.

6. Concorde - Assentir com a cabeça demonstra que você está ouvindo e processando a conversa. Frequentemente, assentir com a cabeça pode ser confundido com a aceitação, de forma que é recomendável suplementar o assentimento com comentários afirmativos quando for conveniente. Assentir também alimenta a conversa e estimula o falante. Comunica aos outros que você é receptivo a eles.


Evite palavras incitadoras da discórdia
Psicólogos e sociólogos concluíram que algumas palavras prenunciam 'perigo'. Tais palavras aborrecem as pessoas rapidamente. Uma vez que sua meta na negociação é chegar a um acordo e a uma solução, você precisa evitar palavras que deixem os outros em posição negativa e de defesa.

Conheça algumas e evite-as:

1. "Você": Esse simples pronome, quando utilizado excessivamente, é o mesmo que apontar um dedo para outra pessoa. É por isso que frases com "eu" são tão importantes quando você negocia. Estudos concluíram que quanto mais a pessoa utiliza o pronome "você", mais aborrecida a outra pessoa fica. Então, formule suas frases com comentários do tipo: "Eu prefiro que levemos uma conversa tranquila" (no lugar de "Como você ousa gritar comigo?") ou "Eu fico irritado quando isso acontece" (no lugar de "Você me deixa muito louco!")

2. "Mas": Essa conjunção é negativa. Nega tudo o que veio anteriormente a ela e automaticamente leva por água abaixo o processo de negociação. Se você disser: "Você é um funcionário estimado, mas quero falar com você a respeito de seu atraso no trabalho", terá negado a afirmação positiva de que o funcionário é estimado. Se você substituísse a conjunção "mas" por "e", diria: "Você é um funcionário estimado, e quero falar com você a respeito de seu atraso no trabalho". Essa afirmação dá igual valor a ambas as frases e não nega o que é positivo.

3. "Não dá": Sua avó lhe disse para nunca usar essa palavra e ela estava certa. "Não dá" implica falha, o que significa que uma pessoa nunca mudará. Quando você diz ao outro: "Não dá para entender você", isso implica que você nunca o entenderá, o que faz qualquer tentativa de negociação parecer inútil.

4. "Sempre" ou "Nunca": Generalizações como essas implicam que alguma coisa acontece 100% do tempo. "Você está sempre atrasado para o trabalho. Nunca aparece na hora". Você está exagerando quando quer dizer que algo seja dessa maneira. É muito difícil alguém gostar de ser o destinatário de uma acusação do tipo "sempre/nunca". Evite essas duas palavras quando negociar.

5. "Deveria ter" ou "Teria que ter": A família do "faria", "deveria", "teria", "teria que" ou "poderia ter" exige que as pessoas cumpram a satisfação de seus padrões.  


FONTE: Preparando-se em Uma Hora para Negociar com Sucesso


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

7 dicas para acabar com a enrolação nas reuniões

Veja como tornar suas reuniões mais produtivas e não desmotivar a equipe

Dentro dos elevadores de uma grande empresa só existem dois consensos: a indecisão
sobre o clima e a inutilidade das horas que passamos em reunião. Frases como "tenho tanta reunião que não consigo trabalhar" são tão assustadoramente comuns que, em alguns lugares nos Estados Unidos, medidas como tirar todas as cadeiras da sala para impedir que as discussões se estendam começaram a ser adotadas.

A americana Gina Trapani, outra estudiosa do tema e autora do livro Upgrade Your Life (com dicas sobre como ser mais eficiente no trabalho), diz que o problema real é a "reuniãotite", doença comum em grandes companhias. A boa notícia é que dá, sim, para diminuir a quantidade e também transformar aquelas reuniões que são mesmo necessárias em momentos produtivos, com resultados concretos.


Veja como deveria ser a reunião perfeita:

A reunião perfeita...

... tem objetivo definido.
Se todo mundo que participa já chega sabendo o objetivo da reunião, será mais fácil sair da sala com um resultado.

... tem até seis pessoas.
Todas indispensáveis. Quanto menor o grupo, melhor. O ideal é reunir só os líderes, as pessoas que podem participar da decisão. Seis participantes é o máximo para que a reunião seja eficiente.

... acontece em uma sala fechada.
Lugares descontraídos podem ser ótimos para os processos criativos, mas na hora de tomar
decisões, é importante que todo mundo esteja bem focado.

... é marcada para segunda-feira.
A proximidade com o fim de semana deixa as pessoas com a cabeça em outras coisas. Começar a semana com reunião permite dar andamento às decisões tomadas naquela semana.

... dura das 10h30 às 11h30.
Reunião eficiente tem hora para começar e acabar - e precisa ser respeitada. O atraso pode ser de, no máximo, cinco minutos.

... tem pauta predefinida, com tempo estipulado para cada item.
Para não estourar o tempo, controle item por item. Uma dica é deixar as pautas sempre online para que todos possam ter acesso. Empresas como Google usam um imenso relógio projetado na parede, mostrando o tempo de cada item da pauta.

... não tem celular nem computador.
Para não desviar a atenção de outros temas que não os da reunião, evite entrar com celulares, smartphones e outros dispositivos. Eles podem devem ajudar apenas para controlar itens relacionados à pauta.


Por: José Eduardo da Costa

Fonte: Exame.com 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

As mulheres vão fazer a nova revolução do trabalho?

Elas preparam-se mais e destacam-se em carreiras antes dominadas por homens. A competição vai aumentar muito se elas não saírem do jogo antes da hora.

Na mesa de trabalho da 20ª mulher mais poderosa do mundo segundo a lista da revista americana Forbes, (Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras), entre as pilhas de relatórios, balanços financeiros e planilhas de resultados também figuram esmalte, remédio para gripe e um DVD do músico inglês Phil Collins. No dia em que venceu as eleições de 2010, a presidente Dilma Rousseff declarou que todo pai e toda a mãe do Brasil podiam sonhar que suas filhas ocupassem o cargo mais alto da República.


Mulheres: vence quem se dedica mais
Entre 1980 e 2000, o nível de escolaridade das mulheres ultrapassou o dos homens. Hoje, entre a população com 15 anos ou mais de estudo, as mulheres são 57,5%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, do IBGE. Nos cinco últimos anos, um novo movimento animador começou a se consolidar. Agora, as mulheres estão começando a ingressar nas carreiras tradicionalmente masculinas, principalmente as engenharias, apesar de ainda representarem uma parcela pequena do mercado. Trata-se de uma mudança cultural importante na sociedade brasileira. A tendência é de que nos próximos anos o movimento se amplie. O dado negativo é a área de ciências da computação, um dos mercados que mais absorvem profissionais atualmente, que teve um decréscimo na participação de mulheres — caiu de 40% para 28% de 2000 para 2010.

A entrada das mulheres nas carreiras de exatas é um passo importante para eliminar a barreira mais resistente que o sexo feminino encontra no mercado: a presença de mulheres nos cargos mais altos das empresas. Um estudo da Escola de Negócios Wharton mostra que uma das razões para a baixíssima presença de mulheres em altos cargos executivos — apenas 3% das empresas brasileiras têm mulheres na presidência — está nas escolhas que elas fazem na origem da carreira.

Um novo gás
Hoje, em uma década em que levantar bandeiras e causas tornou-se um hábito democrático saudável em todo o mundo, era de se esperar que surgisse alguém com a intenção de revitalizar o movimento feminista. Esse papel foi assumido pela americana Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook. Ela conclama as mulheres a retomar a revolução feminina, que, em suas palavras, estagnou. Nos Estados Unidos, as mulheres igualaram os homens em termos de formação 30 anos atrás. E pouca coisa mudou desde então — mundialmente elas ocupam 9% das cadeiras de presidentes e 21% das diretorias e vice-presidências. Por isso é hora de dar um novo gás na revolução.

O modelo de trabalho atual foi pensado por homens e para homens, numa época em que eram eles os provedores financeiros de uma família enquanto as mulheres eram responsáveis pela educação e administração do lar. As mulheres foram pegas de surpresa. O resultado são gerações mais novas de mulheres que se veem obrigadas a optar por carreira ou família. Há uma enorme evasão nas empresas quando as mulheres chegam aos postos de liderança. Mulheres devem pensar grande, devem ter uma vista aérea da questão feminina. Os homens são aplaudidos por serem ambiciosos ao passo que as mulheres costumam pagar um preço social por isso.

De acordo com a economista Siham Hassan, diretora de gerenciamento de informação, as mulheres valorizam a competência pessoal, sem diferenciar gêneros. A filial brasileira da SAP, empresa de origem alemã e fornecedora de software de gestão, está lançando um programa no qual executivos do alto escalão da empresa devem dar apoio individualizado a mulheres em cargos de gerência. A medida tem por objetivo levar mulheres ao topo da companhia, que atua em um dos setores mais masculinizados do mercado. “A ideia é que as mulheres sejam mais vistas e consideradas para posições mais altas”, diz Paula Jacomo, diretora de RH da SAP.

Neste século, a bandeira de Sheryl Sandberg — levar mais mulheres aos principais cargos das empresas — é algo que dificilmente vai encontrar discordância entre homens e mulheres, pelo menos conscientemente. Executivos homens não ousarão discordar que o equilíbrio é bom, considerando-se que são pais, maridos ou, no mínimo, filhos de uma mulher.

Para as mulheres brasileiras, diferente de outras culturas, o trabalho tem que vir junto com uma vida familiar feliz, com tempo e pelo menos um filho. É como se tivessem três grandes áreas a dominar para ser felizes e bemsucedidas: o trabalho, a família e a aparência. Nessa busca, muitas acabam se autoexcluindo das posições de liderança, já que chegar a cargos mais altos exige uma dedicação grande, que as obriga a sacrificar outras áreas da vida. Chegar a posições de liderança é uma competição que o mercado impõe. Vence quem se dedica mais, e é preciso avaliar quem deseja isso e o modo de fazer.


Por: Cibele Reschke, Fernanda Salla, Lais Botelho, Murilo Ohl, Nina Neves e Raquel Beer
Fonte: Revista VOCÊ S_A